Resumo para Memorização
Capítulo 1 - Vocação intelectual
I - O intelectual é um consagrado
- Desenvolvimento profundo da alma
- Buscar a verdade
- Instinto de buscar de forma árdua o conhecimento
- Desenvolver o estudo de forma aprofundada e não superficial
- 2 horas de estudo diário é suficiente
Termos do autor:
- Vocação: Intelectualidade é uma vocação, portanto o intelectual é um consagrado que atende ao chamado de Deus
II - O intelectual não é um isolado
- Isolamento paralisa e esteriliza
- Olhos na realidade
- Meditar com Jesus
Termos do autor:
- Isolamento: O autor aborda o conceito de isolamento de duas formas, onde aqui é pelo negativo, onde o intelectual se isola do mundo, do real
III - O intelectual pertence ao seu tempo
- A verdade é sempre nova
- Toda verdade é prática e toda verdade salva
Termos do autor:
- verdade: O autor coloca que toda a verdade é parte da Verdade, ou seja, que toda verdade da criação possui em sua essência a Verdade do Criador
Capítulo 2 - As virtudes do intelectual Cristão
I - As virtudes comuns
- Virtude contém de certo modo a intelectualidade
- Pode-se querer deduzir o conhecimento, mas ele está vinculado à verdade, ao belo, a harmonia, a unidade e ao ser (transcendentais do ser)
- Não basta só inteligência para conseguir o conhecimento
- A força lógica de um homem sem virtude pode gerar erros geniais
- O começo do conhecimento está no amor, digas o que amas e te direi o que és
- O amor pressupõe a virtude
- falta de virtude gera vícios, e vícios ininteligência
Termos do autor:
- virtude: o foco é na virtude como característica do ser, o oposto do vício e de tudo que leva ao pecado, podemos elencar aqui as virtudes teologais e cardeais, bem como, as virtudes contrapostas aos pecados capitais. Sendo que fica evidente a colocação do autor, onde a Verdade é Deus, o pecado nos afasta de Deus, portanto a falta de virtude nos leva ao pecado, nos afasta de Deus e consequentemente da Verdade
II - A virtude própria do intelectual
- Estudiosidade
- É preciso temperança, para não cair na negligência ou na vã curiosidade
- Estudar sem rezar é abuso e ilusão (analogia do riacho)
- No real tudo ascende para o divino, tudo dele depende, pois de tudo ele procede
Termos do autor:
- Estudiosidade: virtude que faz com que o intelectual busque o conhecimento e a verdade e persevere no caminho do conhecimento
III - O espírito de oração
- Nunca deixar de orar
- A inteligência só cumpre sua missão com uma função religiosa
- O importante é o vínculo que as verdades contidas nas coisas estabelece com as demais em uma unidade, dentro da lógica (Logos) estabelecida pela Inteligência Criadora, para isso é preciso meditação e contemplação (Hugo de São Vitor)
- Nem tudo no real é empírico (Eucaristia no microscópio) é preciso fé
- Não separar fé da razão
IV - A disciplina do corpo
- Todo conhecimento vem do ser, isso inclui alma e corpo
- Por isso cuidar do corpo
Capítulo 03 - A organização da vida
I - Simplificar
- Organizar a vida, excluir o fútil que atrapalhe a elevação do espírito
- O estudo não carece de luxo ou elementos de elitismo intelectual, basta paz, isolamento e tempo para o estudo
- Sem sobrecargas, é preciso foco, organização e disciplina
- A vida intelectual exige empenho, mas também equilíbrio com a vida real e como a família
- Cônjuge deve ser apoio, provedor de paz, acolhimento e alegria, tal como os filhos
Termos do autor:
- isolamento: Aqui o autor trata o isolamento já num contexto de retiro, onde o intelectual deve reservar momentos onde se deve isolar para estudar, não se trata de isolamento do mundo no sentido de desconexão (como foi empregado anteriormente) mas sim num contexto de isolamento no âmbito da solidão, onde o aprendizado em si é sempre um ato solitário
II - Guardar a solidão
- Estudar é um ato solitário (importante no homeschooling)
- A organização é necessária justamente para a vivência com equilíbrio que possibilite o retiro necessário ao estudo
- A vida deve ser bem aproveitada, por isso a importância de se desvencilhar de tudo que desperdiça seu tempo
- Ser cortês e educado, porém sem se dar à intimidade
- Sem retiro não é possível estudar e alcançar a verdade, não há como intuir nem como contemplar as verdades conhecidas e suas relações
III - Cooperar com os seus iguais
- Como a razão e a fé sempre estão juntos, tanto no estudo quanto na oração é preciso o retiro, o isolamento para a frutificação e interna, bem como a consolidação de um grupo para a partilha, discernimento e fortalecimento tanto da razão como da fé
- não há objetivo maior para o conhecimento da verdade do que a sua posterior transmissão (eloquência no opúsculo sobre meditar e aprender de São Vitor)
- A amizade com o desejo comum pela verdade nos valida e ajuíza nossas conclusões, frutifica novas ideias e gera entusiasmo
- O que faz uma fraternidade muitíssimo importante nesse contexto, por isso é importante se juntar a uma, ou criar uma
IV - Cultivar as relações necessárias
- O autor reforça o cuidado de não se isolar e não descuidar da vida real
- Não perder tempo com futilidades, fazer bom uso da vida
- Sua obra não vale mais que você
- Fazei o que for necessário fazer, o bem é irmão da verdade, e ele sempre a ajudará
- A contemplação é o mais importante, considerando que a contemplação sempre abrange o todo, tanto o que trata o intelecto, quanto o real
- Em certos dias a intelectualidade alcançará seus ganhos unicamente através da moralidade, que é basicamente pela questão das virtudes, o intelectual cultiva em si as virtudes para alcançar a verdade pelo intelecto, sendo que essas mesmas virtudes o permite também enxergar a verdade diretamente no mundo real
- É preciso viver no real, senão seus estudos serão fantasiosos e desconexos com vida
- Há uma riqueza infinita no real que só temos acesso pela contemplação
- Procurar companhias mais elevadas que nós
- Estar no mundo sem ser do mundo
- O segredo do intelectual é saber se guardar ao mesmo tempo que se comunica
- O silêncio é o conteúdo secreto das palavras importantes, o valor de uma alma se mede pela riqueza do que ela não diz
Termos do autor:
- silêncio: o autor engloba o silêncio não somente como uma realidade sonora, não somente como uma simples mudes, mas sim um estado de estado silencioso da verdade, toda a verdade ela está contida de forma silenciosa na essência das coisas, que tal como Hugo de São Vitor coloca, que somente a meditação é capaz ouvir essa voz silenciosa
V - Conservar a dose necessária de ação
- Sempre dosar a vida interna e externa, o silêncio e o ruído
- A vida ativa e a vida contemplativa, sempre estiveram opostas e sempre tiveram uma interdependência vital
- As ideias estão presas aos fatos, não vivem em si mesmas
- A ação é a figuração da ideia, que por sua vez é abstrata
- É importante se empreender com dedicação em atividades da vida real
VI - Manter o silêncio interior
- Considerando a respeito do silêncio interior o que importa é o que autor chama de espírito de silêncio. Um estado de solidão.
- As duas horas diárias de atividade intelectual, devem ser duas horas de concentração
- Um intelectual deve o ser o tempo todo
- A solidão é elevação e não afastamento, é necessário se isolar pelo alto
- Cuidado com a falsa solidão, pois como há falsa paz, há também falsa solidão
- Todas essas referências a vida interior, retiro, solidão e silêncio rementem à uma necessidade de um contato individual do ser para consigo e do ser para com a Verdade. Onde não se pode confundir retiro com reclusão, solidão com afastamento, silêncio e vida interior como deslocamento e desconexão da vida real
- A contemplação é uma ponte entre a ideia que tem raiz no real e o ação parte do abstrato interior para o real. É a verdade conhecida, seguida e transmitida