- Sendo o padre Sertillanges um filósofo e estudante de São Tomás de Aquino, é possível identificar um traço muito claro de uma filosofia clássica comprometida com a verdade por meio de um pensador virtuoso.
- O autor colocar em diversos pontos dos primeiros capítulos de forma insistente que a vocação é uma consagração, que a vida intelectual é uma vocação e portanto que o intelectual é um consagrado, que não o sendo, o aspirante a intelectualidade incorrerá no erro, por mais genial que pareça, por mais bem construído que seja, mas sempre no erro e nunca na verdade.
- O contexto que o autor coloca estas afirmações é um prelúdio dos tempos que vivemos hoje, que por meio de uma série de acontecimentos históricos, de diversas escolas de pensamentos ateus, gnósticos e agnósticos, se defende uma razão desvinculada da fé, de uma ciência baseada numa "verdade" meramente empírica, ou seja, um conhecimento desvinculado da Verdade.
- O padre Sertillanges faz um esforço de nos mostrar o caminho já não mais traçado pelo homem moderno, para a vivência de uma vida intelectual em busca da Verdade, do Sumo Bem, onde temos que nos elevar e voar usando as asas da Fé e da razão.
- Os três primeiros capítulos tratam basicamente esse contexto de que o intelecto e a razão não podem ser desvinculados da fé, que a inteligência é um instrumento para o conhecimento e que não se alcança a verdade usando somente a inteligência. Que é necessário ser virtuoso e é necessário organizar a vida para o estudo com sabedoria e temperança, sem desperdiçar a vida com coisas fúteis mas também não se isolar no estudo, num posicionamento alheio a vida real. Que é necessário retiro, silêncio e solidão para a intelecção, para a meditação e para a contemplação, de modo que se possa intuir a verdade e assimilá-la, para posteriormente por meio de uma mediação dos mesmos princípios com ações na vida real transmiti-los
Livro: A Vida Intelectual - Padre A. D. Sertillanges
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